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A vida adulta não traz consigo somente a maturidade e a capacidade de discernimento para as questões da vida. Infelizmente para a maioria de nós, a maturidade também representa a perda do encantamento diário, a descrença nos pequenos valores e a ausência de gentilezas.

De certa forma a sociedade molda a maneira de pensar das pessoas, tornando-as adstritas aos noticiários estridentes, que evidenciam as mazelas violentas das comunidades. No entanto, o direito de informar e manter-se informado sempre deverá ser assegurado, sob pena de mudarmos nosso regime democrático para um sistema totalitário. A notícia revestida de lisura deve ser transmitida para todos os cidadãos, independentemente de seu conteúdo agradar os leitores. Contudo, o foco empregado aqui é outro.

Cada um de nós é responsável pela carga mental que carrega, ou seja, não cabe somente apontarmos o meio que estamos inseridos como o fator predominante e difusor do comportamento social que empregamos. Urge a necessidade de filtrarmos as informações que chegam até nós, pois a partir do momento que temos acesso a tudo a qualquer instante, torna-se essencial que sejamos seletivos, sob pena de vivermos um estresse constante.

Parto do pressuposto que todas as informações (exceto as imparciais) possuem uma carga positiva ou negativa, e percebo que determinados programas de televisão, noticiários e filmes contribuem positivamente ou negativamente na nossa conduta. Dessa forma, quando cada um de nós souber identificar isso, os telejornais e as novelas sofrerão compulsoriamente uma mudança radical de paradigmas.

Enquanto a sociedade continuar aceitando que a ficção apenas retrata a realidade de um país, estaremos avalizando o crime em suas múltiplas faces, a discórdia e a falta de valores de uma geração. Somos responsáveis pelo que disseminamos; não é só a violência, o desamor e a corrupção que fazem parte da vida.

Os nossos valores permanecerão escondidos na infâmia ou seremos propagadores de gentilezas?

A escolha é sua.