Boa tarde leitores,

Elaborei um texto reflexivo, com a intenção de estimular as pessoas a adotarem um comportamento prudente e menos invasivo nas mídias sociais e na vida de um modo geral.

Pensem a respeito e analisem os casos que vocês já presenciaram. As pessoas se preocupam mais em impressionar os outros, do que a si mesmas. Vivem vidas falsas, construídas na internet. Aproveitem a leitura. 😉

A crise do bom senso

O país, nos últimos dias, através das mídias sociais e dos meios tradicionais de informação, vivencia uma forte polêmica relacionada ao acidente e morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo e sua namorada, falecidos na última quarta-feira (24/06/2015).

Diante disto, a opinião pessoal do jornalista Zeca Camargo sobre a comoção nacional dos fãs do cantor não restou impune na imprensa e recebeu severas críticas. Segundo o jornalista, grande parte do Brasil sequer conhecia o cantor. Alegou também, que o país tende a idolatrar artistas de uma música só e possui um fanatismo desenfreado por novos ídolos sertanejos.

Porém, todas essas alegações não são capazes de retirar o esforço e o mérito dessas pessoas. Eu também não conheço o cantor, apesar de já ter ouvido algumas de suas músicas no rádio.

A Constituição Federal possibilita que façamos o uso do direito da livre expressão, ou seja, é permitido que possamos expressar nossas ideias e opiniões, mas em momento algum ela autoriza a violação do princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

O direito de um, não deve ferir o direito do outro. Essa premissa é básica, e a maioria da população a conhece. Ademais, a expansão acelerada das mídias sociais contribui para que muitas pessoas façam mau uso de seus direitos na hora de deixarem sua opinião.

A falta de prudência aliada à falta de bom senso de alguns são as responsáveis por toda essa inconsciência relacionada à dignidade humana. A inversão dos valores éticos e morais se propaga rapidamente dentro da nossa sociedade.

A que ponto chegamos, Brasil? Tirar “selfie” com o cadáver de um cantor ou divulgar fotos de uma suicida na internet? Desde quando esse excesso de exposição é benéfico?

Sinceramente, esse tipo de conduta sim deve ser repudiada, com condenação adequada e justa. Pois quem divulga conteúdos desta natureza nas mídias sociais fere o princípio norteador e mais importante da nossa carta magna.

O Zeca Camargo pode ter sido infeliz em algumas de suas colocações, que de qualquer maneira foram mal interpretadas. Porém, foi profissional e desculpou-se em rede nacional. E se o fez por sua própria vontade ou não, não cabe a nós julgarmos.

Sob o manto do culto da celebridade instantânea no Brasil, pessoas que não detêm nenhum tipo de senso crítico são capazes das maiores atrocidades contra seus próprios semelhantes.

Portanto, o que fica de lição é que devemos conter o exagero na crítica e no julgamento do próximo e jamais desrespeitar a dignidade da pessoa humana. Repensar nossas ideias antes de expor qualquer manifestação pessoal nas mídias sociais é a forma mais prudente de evitar polêmicas desnecessárias.