Inicialmente um dos maiores desafios enfrentados pelos empregadores, é sem dúvida, conseguir resultados satisfatórios com a equipe que já está formada. Ou seja, como fazer com que os funcionários ajam  de acordo com os preceitos que o administrador deseja implementar.

Volta e meia, escutamos alguém que conhecemos, fazer reclamações sobre algum funcionário. Quantas vezes nos flagramos fazendo o mesmo? Não importa qual setor: comercial, industrial ou primário, sempre há insatisfações laborais. São raros os casos em que as relações chefe-funcionário são bem-sucedidas e livres de qualquer queixa.

Geralmente, atribui-se a ineficácia dos resultados pretendidos às falhas operacionais ou de manejo, à falta de atenção em determinadas práticas ou ao puro descaso por parte do trabalhador. Enfatizam-se os erros, a desordem, a precariedade da prestação do serviço, antes mesmo de se analisar quais as razões que influenciam e criam essas ações na equipe.

Almejar bons resultados agindo com empáfia, soberba e arrogância, humilhando os seus próprios aliados (que formam o seu quadro de colaboradores) é o mesmo que enterrar-se vivo. Não existirão resultados positivos nessa situação, pois sem liderança não se alcançam metas. Eis aqui, a importância de um bom líder, que saiba ouvir as necessidades do mercado, como também a de seus subordinados.

Qualquer pessoa merece consideração e reconhecimento, premissa que é  elementar para um verdadeiro chefe. Este, sabe que elogiar com sinceridade e sem bajulação poderá fazer com que seus objetivos sejam facilmente alcançados, além de fazer muito bem a quem escuta.  Elevar o tom de voz não torna ninguém mais poderoso, pelo contrário, ressalta a inferioridade do discutidor.

Na semana passada, tive o prazer de conhecer por acaso, o diretor presidente de uma das maiores empresas do país do ramo de fibras de vidro e polietileno, que possui várias filiais por todo o Brasil.

Sentou-se, ao meu lado no avião, um senhor muito tranquilo que aparentava não possuir mais que 60 anos de idade. Logo observei, que o mesmo detinha algum cargo de chefia, pois dava algumas recomendações sutis ao telefone.

Foi assim, que ao longo da nossa conversa, pude constatar na prática os preceitos que leio em livros, conjugados num mesmo homem, um verdadeiro líder. Em uma hora, observei que ele sabia se comunicar, interagia com jovens, e gostava de saber a opinião dos mesmos, era tranquilo e não alterava o tom de voz. Falava com todos da mesma maneira.

Um homem ciente de sua importância e responsabilidade, mas além de tudo, modesto. Ademais, ressaltou a importância de separar o trabalho da relação familiar, como fator determinante para o seu equilíbrio. Sem dúvida, conhecê-lo foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ganhar, pois consegui encaixar todo o meu aprendizado teórico num exemplo prático e de sucesso.

Por isso, resolvi registrar essa história como forma de reflexão acerca do tipo de liderança que estamos empregando em nosso dia a dia, seja na nossa vida particular ou profissional. Será que não é a nossa forma de agir que nos impede de alcançar os resultados pretendidos? Você se considera um líder? De que tipo?