O mau uso das mídias sociais é capaz de promover diretamente uma certa desordem nos meios de comunicação em geral. Infelizmente existe um índice considerável de pessoas que utilizam as redes para se autopromoverem de maneira ilegítima, pois criam falsas realidades e ostentam vidas imaginárias, o que muitas vezes acaba afetando a interpretação de alguns impressos e similares.

Há cerca de 7 anos atrás, eu já me interessava sobre o tema, e acabei escrevendo o meu trabalho de conclusão de curso sobre: A liberdade de informação pela imprensa e o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

Naquela época, observei muitas notícias serem veiculadas de maneira deturpada, onde a interpretação jornalística mudava o sentido de algumas informações. Porém, ainda não existiam facebook, instagram e snapchat.

No entanto, não demorou muito tempo para que a Lei 5.250/67 (Lei de Imprensa), que regulava a liberdade de manifestação do pensamento e da informação, fosse extinta. Fato, o qual  muitos comemoram até hoje, sobre a alegação de que a mesma encontrava-se defasada; o que não deixa de ser verdade.

Até os dia atuais, não houve a criação de uma nova legislação, que acolha a premissa de que o verdadeiro problema é que nem todo mundo se compromete em dizer a verdade para a imprensa,  acarretando um enorme prejuízo para os leitores.

Os telejornais e os impressos devem atentar para a ética profissional na divulgação de informações, a fim de não ferir o princípio constitucional da dignidade humana. No entanto, o mesmo deve ocorrer por parte da população, que muito ajuda e auxilia os jornalistas na hora de recolherem os dados que fundamentam suas reportagens.

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Portanto, creio que deva existir maior responsabilidade social entre as pessoas, sob pena de sermos todos responsáveis pela falsa propagação de ideias.

De certa forma, se nos contentarmos com as inverdades alheias veiculadas nas mídias sociais e tolerarmos reportagens de conteúdo duvidoso,  estaremos avalizando o desenvolvimento de seres patológicos, que desconhecem a existência de ética jornalística. Em outras palavras, estaremos incentivando o ressurgimento do boneco Pinóquio, o qual quando mentia, seu nariz crescia.

Por fim, cabe aos próprios jornalistas o total comprometimento na busca pela veracidade dos fatos, que são apresentados ao público leitor, pois não creio que alguém queira perder credibilidade por deixar de checar as próprias fontes. Infelizmente, chegamos ao nível de duvidar de sites e órgãos consagrados, por não verificarem a verdadeira origem de suas informações.