Bom dia pessoal,

O meu convidado de hoje no Espaço do Especialista é o engenheiro agrônomo Saulo Fruet (CREA 2214035001), que vai nos alertar quanto aos riscos do consumo de alimentos ricos em agrotóxicos. Ele explica de forma simples e objetiva, quais são as diferenças entre alimentos orgânicos e não orgânicos e dá dicas valiosas na hora de comprar legumes e verduras no supermercado.

Pois, não basta comprar alimentos que são supostamente benéficos, se forem ricos em substâncias altamente nocivas à saúde humana. Fique alerta e confira também, ao final do texto uma tabela informativa que elenca os alimentos mais afetados

Ultimamente a preocupação com uma dieta saudável vem crescendo, com a busca de mais qualidade de vida e saúde. Contudo existem alguns pontos que nos passam despercebidos, como a qualidade e a procedência dos alimentos consumidos.

Muitos dos alimentos que temos acesso estão contaminados por agrotóxicos. Esses contaminantes podem provocar vários danos, incluindo reações de hipersensibilidade e toxicidade, que podem ocorrer de forma aguda, crônica e/ou retardada, como a ação carcinogênica.

No Brasil ainda é liberado o uso de agrotóxicos que foram banidos na União Europeia e Japão pelos riscos associados Ainda mais preocupante é o fato de a Anvisa, em suas fiscalizações, constatar a presença de agrotóxicos não autorizados em um grande grupo de produtos alimentícios. Esses produtos são reunidos em uma lista divulgada anualmente pela agência.

No dia a dia dos agricultores, muitas vezes se faz necessária a utilização de agrotóxicos. Porém, casos de uso indiscriminado tem se mostrado cada vez mais frequentes, muitas vezes pela falta de assistência técnica.

Lavar frutas e verduras em água corrente é fundamental, porém a lavagem não retira o agrotóxico. Uma vez contaminado o alimento, algumas moléculas são absorvidas e ficam no meio do seu tecido, e por conseqüência são absorvidos por quem os consome.

A Anvisa fixa os valores diários aceitáveis e o consumo de quantidades superiores, pode causar dores de cabeça, alergias e coceiras. Em casos mais graves de exposição direta, há possibilidade do aparecimento de distúrbios do sistema nervoso central e até câncer.

Acabamos por não perceber essa intoxicação em curto prazo, pois os efeitos apareçam depois de um longo período. É neste momento que observamos a Toxicidade Crônica, ou seja, a toxicidade resultante do acúmulo de pesticidas por um longo período, sendo geralmente irreversível.

Assim devemos dar preferência a alimentos orgânicos, observando a procedência do mesmo, se é certificado e credenciado pelos órgãos responsáveis.

Mas, qual a diferença entre os alimentos orgânicos e não orgânicos? Ao contrário dos alimentos convencionais, os produtos orgânicos utilizam técnicas específicas sem o uso de produtos químicos.

Além do mais, eles também visam à qualidade do alimento, já que não são usados agrotóxicos nem qualquer outro tipo de produto como adubos químicos que possam acarretar algum dano à saúde de quem o consumir.

Ou seja, eles são obtidos de maneira mais harmoniosa com o ambiente, por isso são mais saudáveis e até mais saborosos e nutritivos. Estes produtos podem ser encontrados em supermercados, feiras e em algumas cidades já existem redes de consumidores organizados que recebem sextas de produtos orgânicos diretamente dos agricultores produtores. Se não for possível consumir orgânicos é importante ter o cuidado ao consumir os alimentos com procedência conhecida e ficar atento a alguns fatores como:

-Ao escolher os alimentos, dê preferência pelos de menor porte. Quanto maior o tamanho, maior a quantidade de agrotóxicos utilizada

– As verduras com um buraquinho de lagarta, que geralmente descartamos, mostram que o vegetal contém menos substâncias químicas.

– Compre alimentos que estejam na safra. Os produzidos fora da época recebem tratamento artificial extra.

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