No auge dos meus 29 anos de idade constato que a cada dia que passa, quanto maior a parafernália eletrônica que dispomos para nos entreter, mais reclamamos da nossa falta de tempo. Indagamos entre amigos sobre como as semanas passam cada vez mais rápido hoje em dia e ainda arriscamos dizer, que antigamente parecia que tudo acontecia mais lentamente.

Faço parte de uma geração que não é muito ligada nas últimas inovações tecnológicas, mas que procura se adaptar com elas. Porque hoje em dia smartphones não são mais itens de luxo e tornaram-se ferramentas essenciais para a maioria das pessoas.

É que na verdade, chamamos o táxi, localizamos uma rua, realizamos transações financeiras, olhamos o dicionário, checamos os e-mails, pedimos comida e ainda sabemos qual é a previsão do tempo para a semana,  tudo isso através dos nossos celulares.  Agora, que a tecnologia veio para nos ajudar, isso ninguém contesta.

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O simples fato de eu não precisar ir ao banco pagar as minhas contas e poder realizar essa tarefa da minha casa,  já faz eu amar quem inventou os aplicativos bancários.

Por isso, durante algum tempo acreditei que a grande cura contra o tédio fosse a tecnologia. Visto que, ela nos possibilitou acessar rapidamente qualquer conteúdo que nos agrade e interesse.

Além de ficarmos sabendo o que acontece no mundo inteiro em tempo real,  quais são os in e os outs do momento, e tudo o que não nos diz respeito, mas que adoramos saber.

No entanto, venho percebendo ultimamente que as pessoas estão trocando as suas relações interpessoais para viverem vidas virtuais. Pois, viajam, comem e vestem-se apenas para postar o conteúdo na internet, sem realmente curtirem o momento.

Hoje todo mundo pode ter um blog, um canal no youtube e uma conta no instagram, o que é ótimo porque podemos aprender muitas coisas através desta troca de informações gratuita.

Mas o que me cansa é a frivolidade de sempre, porque apesar de eu adorar feminices, eu me preocupo com o conteúdo que leio, porque de tempos em tempos, tenho a necessidade de reciclar a minha mente.

Viver sem renovar os pensamentos, as ideias e emoções não preenche a vida de ninguém. Pelo contrário, a superficialidade cria um vácuo dentro de quem a vive.  Não devemos esquecer o que é  realmente essencial para o nosso bem estar.

Por isso, aprendi que devo viver em harmonia entre a modernidade e o ócio da vida comum. Parece clichê, mas a verdadeira felicidade encontra-se nas pequenas coisas, nos dias comuns e não no valor de um produto.

Enfim, o tempo não passa mais depressa hoje em dia, somos nós mesmos que o preenchemos mal com a desculpa de que queremos evitar o tédio de uma vida normal.