Em tempos de redes sociais a exposição de ideias pessoais se torna acessível aos olhos de qualquer um. Basta alguns instantes para que diversos conhecidos e desconhecidos rapidamente formem diferentes juízos de valores a respeito de um mesmo fato. Criam-se literalmente fóruns de discussões, onde imperam intrigas através do excesso de opiniões íntimas. Mas que muitas vezes perdem forças devido ao falso poder argumentativo de quem opina sem propriedade e conhecimento.

A tese de que vivemos numa democracia e que simplesmente é direito do cidadão expor suas opiniões de forma livre, já não basta por si só, quando constatamos críticas ofensivas e deliberadas aos outros. Não confunda democracia com o direito de ofender, caluniar ou injuriar. E aqui, não falo do cenário político atual do Brasil, e sim sobre a mania chata de ter opinião pra tudo, que algumas pessoas insistem em desenvolver. 

A propósito, a atriz Glória Pires, que foi convidada para integrar uma bancada de comentaristas no último Oscar para uma emissora de televisão, foi severamente criticada nas redes sociais pela sua atuação. No entanto, em defesa própria ela sabiamente refutou com uma frase simples e de muito impacto: “Simplesmente, eu não tenho que ter opinião formada a respeito de tudo”. 

Por isso, desde que criei o blog, o meu intuito sempre foi o mesmo, falar sobre coisas, lugares, eventos e ideias. Dividir dicas interessantes e de relevância, como o Espaço do Especialista, onde diversos profissionais da área da saúde contribuem com seus conhecimentos e enriquecem o conteúdo.

Mas, o que é relevante para mim com certeza pode ser insignificante para algumas pessoas, ou até mesmo importante para tantas outras. No entanto, o que importa é o intuito, ou seja, a razão de existir de qualquer coisa que se faça. Faço votos que surjam mais blogs, onde as pessoas criem conteúdo ao invés de falarem uma das outras sem a menor necessidade. 

Não somos impedidos de ter uma opinião pessoal formada sobre determinada pessoa, porque afinidade e empatia são questões de foro íntimo. Mas até que ponto nossa impressão sobre alguém é relevante para a vida alheia?

Por isso, sugiro que antes da gente sair falando qualquer coisa por aí, atribuindo juízo de valor e alguns julgamentos, a gente repense a nossa conduta por alguns instantes e se pergunte: Isso é relevante, agrega e é positivo?

Se suas respostas forem afirmativas, creio que sua opinião possa fazer alguma diferença realmente. Caso contrário, guarde para si, pois nem sempre a sua opinião importa, é correta e desprendida de preconceitos. Não faça da sua vida, uma rede social de intrigas.