O ano de 2016 está quase acabando e pode-se afirmar que este foi incomum em vários aspectos, já diziam as previsões na virada de 2015/16 que certamente muitas alterações ocorreriam na vida das pessoas do mundo inteiro neste período. Lembro bem das expressões usadas pelos astrólogos que afirmavam com convicção que seria um ano de mudanças, de encerramento de ciclos e de muitas definições. E foi mesmo, pois basta olharmos para o cenário politico, econômico e social do nosso país que constatamos essa realidade.

Nesta época do ano, eu sempre possuo uma predisposição natural para analisar minuciosamente os acontecimentos (fatos) que refletiram diretamente na minha vida, sejam eles positivos ou negativos. Assim, faço um balanço de todo o aprendizado que devo levar para o ano seguinte e também sobre as coisas que eu preciso melhorar ou abandonar de vez. Então, se eu pudesse resumir o meu ano com apenas uma palavra, essa seria: impactante.

Na verdade, tudo aquilo que é  impactante nas nossas vidas gera (in)voluntariamente muito aprendizado. Penso dessa maneira, pois cresci  escutando o meu pai dizer que na vida temos duas formas de aprender as coisas: da maneira fácil e da maneira difícil.

Ele dizia ser mais fácil aprender observando as pessoas que de certa forma prosperam com suas escolhas, tanto na vida profissional, no convívio familiar ou nos seus relacionamentos. Do que optar pelo aprendizado difícil, o qual decorre do sofrimento, ou seja, de vivenciar na pele experiências traumáticas as quais poderiam ser devidamente evitadas, se fossem ponderadas previamente. Na teoria parece fácil fazer isso sempre, mas na prática é uma dificuldade só.

Contudo, seguir os bons exemplos, essa era a regra de ouro para o meu pai e também segue sendo pra mim. Mas mesmo fazendo isso, sendo muito racional e ponderada, é na hora da dificuldade que a gente realmente aprende.
O bom senso natural do homem médio já faz uma diferenciação entre o que é bom ou ruim naturalmente, então este não é um fator problema. O fato é que nem sempre conseguimos evitar algumas circunstâncias que por vezes se tornam maiores que as nossas escolhas.  Somente detemos o controle da nossa própria vida e em absolutamente nada controlamos as pessoas que nos cercam.
Por isso, listei abaixo algumas lições que eu aprendi em 2016, são elas:

  • muitas vezes os planos são desfeitos e os mesmos não representam a certeza de absolutamente nada;
  • se você e sua família não estão enfrentando problemas de saúde, vai por mim, você não tem realmente um problema. Saúde é tudo na vida das pessoas. Pena que a gente esquece disso com freqüência;
  • existem momentos na vida em que somente Deus pode nos ajudar, daí a importância da fé de um modo geral;
  • fatores externos muitas vezes influenciam diretamente as nossas escolhas;
  • pessoas de boa índole atraem pessoas do bem, independentemente da distância entre elas;
  • amigos que não sabem ouvir e que somente se aproximam para aliviar os seus próprios problemas, não são verdadeiros amigos e sim sugadores de energia;
  • os nossos falsos amigos mostram “as caras”mais cedo ou mais tarde. E ainda, há quem diga que traição de amigo é a modalidade mais dolorida de se enfrentar, eu não discordo completamente;
  • amizade por interesse, não é amizade. Ter um amigo que sempre está esperando algo em troca, algum benefício direto ou indireto e que somente se aproxima quando vislumbra um, deve ser alguém totalmente dispensável da sua vida;
  • independentemente de como você aja, sempre existirão pessoas que se incomodam com a sua existência. Não tem como agradar a todos. Prefiro pensar que isso é puramente uma questão de empatia;
  • devemos enfrentar nossas questões pessoais e nossas falsas limitações. Não pensar a respeito e ignorá-las só vai dificultar a nossa vida a longo prazo; Mexer nas feridas pode ser dolorido no momento, mas só assim poderemos curá-las;
  • reduzir o nosso círculo de relações não inibe decepções futuras, mas reduz significativamente o número de surpresas indesejáveis;

Por último, a lição mais importante, é que devemos respeitar as pessoas da maneira que elas realmente são, sem querer modificar a essência e a maneira de ser de cada um. Porque a individualidade, é a característica que torna cada ser humano único e exclusivo. No momento em que ela fica comprometida, seja pela razão que for, podemos enfrentar choques de valores extremamente difíceis de digerir.

O ano ainda não acabou, mas já me trouxe inúmeras lições que vou carregar pro resto da minha vida. Apesar de ter sido difícil em algumas questões me presenteou com inúmeras bênçãos. Assim, encerro essa reflexão com um ditado popular que muito ouvi na minha infância: “Não há bem que sempre dure, não há mal que não se acabe”.