Passou  a época em que eu me limitava. Descobri a pouco tempo, que o meu modo de viver e de agir era limitado, mas na verdade o que realmente me freava era o direcionamento que eu dava para as minhas ideias. Mas o fato é que algumas das nossas escolhas mudam com os anos, por isso que sempre existirá uma hora para se dizer goodbye. 

Acabei desmistificando a premissa antiga de que devemos “ser” isso ou aquilo. Esse pensamento me impedia de enxergar a realidade, de que podemos e devemos gostar de várias coisas e que uma escolha não precisa necessariamente anular a outra. Talvez eu tenha desenvolvido algum tipo de racionalização seletiva na época, que tendia a abafar os meus amplos interesses, ou talvez eu não tivesse coragem de assumi-los ou expô-los, por mais simples e naturais que fossem.

Um dia um querido amigo enquanto conversávamos sobre o que eu faria no meu futuro, me disse o seguinte: – “Magnólia, você pode fazer o que quiser na sua vida, pois nada te impede de começar do zero, você é livre para decidir que rumo deseja tomar. Hoje, aquelas palavras fazem total sentido e possuem grande valia.

Esse é um exemplo bem singelo de que as coisas na vida da gente são interpretadas conforme nossa pré-disposição de aceitação e de crescimento pessoal. Porque em primeiro lugar deve existir o autoconhecimento, pois sem nos conhecermos de fato não saberemos nunca o que podemos ser e o que realmente queremos e esperamos da vida. Nós mulheres, passamos por inúmeras metamorfoses durante a vida, na qual cada fase representa um nova mudança. No entanto, devemos ter cuidado para não abandonarmos nesta jornada algumas virtudes, valores ou convicções. Uma boa base educacional e familiar sempre deverá ser mantida.

Quando o autoconhecimento se torna uma ferramenta essencial, não precisamos temer as mudanças. Pois elas se tornam meras adequações indicativas de um novo ciclo que está por vir. Apenas colocamos mais bagagem em nossas mochilas e partimos para novas experiências, abandonando pelo caminho apenas o que não nos será útil, o que não possui mais valia espiritual e o que não agrega positivamente.

Assim, compreende-se que somos multitarefas e que podemos gostar de inúmeras atividades, desenvolver diferentes habilidades e termos mais de uma profissão; o tempo é sábio mas passa depressa demais, então melhor preencher nossa vida com tudo o que nos faz bem agora e abandonar de vez as nossas falsas limitações.

É hora de dizer goodbye.

Para a nossa felicidade, podemos ser o que desejarmos.